sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Escola dos valores humanos

Por Karmem
Vivemos numa sociedade cercada de problemas entre pais, alunos, professores, políticos, amigos, familiares, etc. Ouvimos e vemos corriqueiramente: "isso é falta de ética", mas o que vem a ser ética? Todos apontam e justificam os erros, os problemas, as falcatruas, como falta de ética. Posso apontar aqui, algumas virtudes que juntas, respondem muito bem o que vem a ser ética. Porém, a nossa escola não ensina aos alunos o que realmente cada virtude dessa engrandece o ser e o faz agir como verdadeiro cidadão. A escola não se dar ao trabalho nem ao menos de questionar, de ouvir. Ela simplesmente dita normas e os alunos aceitam. Até porque, se não é ensinado nas salas de aula CORAGEM, PRUDÊNCIA, CORTESIA, JUSTIÇA, COMPAIXÃO, RESPEITO, não podemos esperar responsabilidade nem compromisso por parte de quem ensina, muito menos por parte de quem aprende. São tantos temas importantes que a escola não incorpora, não ensina, mas que os frutos dessa ausência, já colhemos hoje e infelizmente, colheremos no amanhã, pois parece que cruzamos os braços apenas para reclamar, apontar onde estão os erros... Mas, e as correções? Somos capazes de retificar todos, um a um, resta-nos agarrar a uma virtude que talvez seja a que realmente precisamos nas escolas: RESPONSABILIDADE. Sabemos que precisamos de humildade, de pureza, de fidelidade, de humor, de amor. Sabemos também, que todas as outras virtudes caminham e só funcionam se estiverem juntas, mas que a RESPONSABILIDADE é uma virtude marcante e que atrelada ao respeito, ao compromisso, e a todos os outros que já foram citados, trilharemos o caminho à educação digna e a formação de um cidadão mais consciente. A consciência, aliás, é quem analisa o melhor caminho e coisas, o professor tem que aprender falar menos e ouvir mais.
Talvez possamos agora, responder o que vem a ser ética. "Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja determinada sociedade, seja de modo absoluto" (Dicionário Aurélio). Mas podemos simplesmente dizer que ética nada mais é que uma forma de humanizar as pessoas, humanizar no sentido real da palavra: tornar-se humano, adquirir hábitos sociais polidos, civilizar. Ética, palavra tão citada para justificar nossos erros, é na verdade, a presença de virtudes que deveríamos aprender em casa, especialmente na escola e em todos os âmbitos que a educação permei. Mas como podemos aprender na escola, se nos próprios cursos de formação de professores, a disciplina de ética está sendo extinta? Como os professores podem ensinar algo que nunca aprenderam?
Bem, passamos um pouco a falar sobre a crise de referências que também afeta a escola. Uma escola onde existam castigos físicos e psicológicos, não é uma escola ética, e por sua vez, a que tem políticas disciplinares (regras e normas dentro da escola, no diálogo) é sem dúvidas, permeada pela ética, e que essa se sobressai com méritos que aquela outra não obtém. Castigos que não ajudam em nada na educação das crianças e que só denigrem sua imagem como cidadã, estão cada vez mais presente dentro das escolas, a exemplo de: trabalho adicional, penoso, repetitivo, perda do recreio, exclusão do estudante em alguma atividade que ele goste, situação vexatória perante os alunos, etc. Acredito que com o diálogo e com o exemplo e ensinamento das virtudes já mencionadas, os alunos modificam seu comportamento. O homem esqueceu que é corpo, mente e espírito, concentrou suas forças apenas no mundo material, no avanço da tecnologia e no desenvolvimento da ciência; isso provocou uma desestruturação do ser humano nos deixando cada vez mais em meio a uma perigosa crise de valores. E assim, vamos abrindo caminho para a violência. Muitos são os flagrantes de intolerância, frieza, transgressões da ética e moral. Nossos pequenos estão perdidos porque muitos de nós, adultos, também perdemos o rumo da vida. É como se a tênue linha divisória entre o bem e o mal, entre o certo e o errado estivesse se apagando. Devemos compreender que o comportamento de nossas crianças é um reflexo da formação recebida em casa e na escola, da falta de respeito pelo outro, do desconhecimento de limites, da ausência de disciplina e da inversão de valores presente em nossa sociedade que gera desestruturação em nossos lares e escolas e com a qual acabamos por nos habituar. Se a educação que fornecemos às nossas crianças enfatiza o desenvolvimento intelectual sem preocupar-se com o cultivo das qualidades humanas, os meios de comunicação levam os indivíduos a modos padronizados de pensar, de agir, de consumir. Um grande domínio é assim exercido sobre nós, pequenos e grandes, e então paramos de questionar. Mas e nós, enquanto pedagogas estamos tendo informações, embasamento teórico para uma prática mais eficaz? Acredito sinceramente que não. Como será a educação daqui por diante, se até os dias atuais ainda temos essa disciplina em nosso curso de Pedagogia, ainda presenciamos casos claros de falta de ética, de ausência de ênfase no ensino das virtudes nas salas de aula, como será então, se na nova regulamentação, não teremos ética no currículo? Como se ensina algo que nunca aprendeu? Bem, discernimos todas as virtudes que aprendemos neste capítulo, sabemos o que significa ética, os frutos que colhemos com sua ausência e com sua presença, podemos então, fazer um confronto com a educação que presenciamos e com a que sonhamos. Resta-nos então, aprimorar-mos em nossa prática enquanto alunos, pais, colegas, filhos, professores. Se não temos condições de ensinar as virtudes que levam a uma ética na educação façamos então, uso dos exemplos. Sejamos pessoas e profissionais, cada vez mais cheios de virtudes, JUSTOS, COMPROMETEDORES e RESPONSÁVEIS acima de tudo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O sistema educativo está infestado de muitos problemas. Não tem conseguido promover no jovens o amor, a indulgência e a inteireza. Em vez disso, serve para incentivar a natureza animal dos estudantes, não havendo lugar para cultivar valores humanos como VERDADE e RETIDÃO. Os pais e professores se preocupam com a educação de seus filhos e alunos, mas não se preocupam com o tipo de educação que lhes é oferecida. A educação deve ajudar os estudantes a personificar valores humanos tais como: VERDADE, AMOR, RETIDÃO e NÃO VIOLÊNCIA. O conhecimento acadêmico pode ajudá-los a ganhar a sua subsistência, mas a educação deve ir além da preparação para se ganhar a vida. Deve preparar-nos moral e espiritualmente para os desafios da vida.
http://www.pedagobrasil.com.br/index.htm

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Como manter todos na escola?

Como manter todos na escola?
Rodrigo Ratier
Imagine por um instante o momento mais agudo da aula mais difícil. Meia dúzia de alunos dorme nas ultimas fileiras. Um trio troca mensagens de celular. Dois meninos se estapeiam. Uma turma discute sobre futebol, nas primeiras carteiras, só um pequeno e compassivo grupo se esforça para prestar atenção naquilo que você aos berros, tenta dizer. Nessas horas, um pensamento emerge gostaria de ensinar apenas para os que querem aprender. Quem não esta afim que saia... Será melhor assim! Não será. O desafio de ser professor exige educar todos, sem exceção. O Brasil, por enquanto, esta perdendo esta batalha. É verdade que os índices de acesso á Educação avançaram nas últimas três décadas, mas os indicadores de permanência a taxa de abandono, que mostra os que não concluíram o ano letivo, e a de evasão, que aponta os que não se matricularam no ano seguinte – não caminharam no mesmo ritmo. Hoje cada de 100 estudantes que ingressam no ensino fundamental, apenas 36 concluem o ensino médio.
Responsabilizar o aluno pelo abandono é a saída mais fácil. Na verdade, ele é o menos  culpado. Pesquisas indicam que existem dois conjuntos de fatores que interferem no abandono escolar. O primeiro deles é o chamado risco social. Fatores como a condição socioeconômica e o lugar de residência podem aumentar a pressão para a desistência: com a necessidade de complementar a renda familiar, muitos jovens são atraídos pelo trabalho precoce e largam os livros.
POR QUE O ALUNO SE SENTE DESMOTIVAD?
Segundo dados da Pesquisa Nacional os adolescentes que têm ocupação continuam indo às aulas. Entretanto, os estudos mostram que a própria escola colabora para agravar a evasão. Os altos índices de repetência exercem um papel fortíssimo - longe de sua faixa etária original, o aluno se sente desmotivado a seguir aprendendo.
ESCOLA NÃO SERVE PARA NADA?
A miopia para enxergar o problema atrapalha. Em geral, a interrupção dos estudos é o passo final de um processo que deixa sinais. O primeiro costuma ser o desinteresse em sala. Indisciplina e atos de violência também são comuns. Logo começam as faltas, cada vez mais freqüentes. Por fim, a ausência definitiva. Também são recorrentes, sobretudo entre os jovens, as queixas de que a escola "não serve para nada".
POR QUE IR Á ESCOLA?
Estudioso da relação entre os jovens e o saber, o pesquisador francês Bernard Charlot descobriu que a maioria só vê sentido em ir à escola para conseguir um diploma, poder ganhar dinheiro num emprego ou ter uma vida tranqüila no futuro. Como predomina a idéia de um aprendizado sem sentido, muitos se desestimulam e desistem. O desinteresse é a causa principal da saída definitiva para adolescentes entre 15 e 17 anos.
COMO REVERTER A EVASÃO?
Fica claro que a escola precisa olhar para si própria. Do ponto de vista da gestão, uma providência essencial é atacar as causas da evasão. O acompanhamento eficiente da freqüência - que também deve estar na pauta das reuniões pedagógicas - ajuda a mapear o problema e identificar os motivos das faltas. Dependendo da razão, é possível escolher a melhor forma de reverter o quadro: conversas com pais e alunos, visitas às famílias, aulas de reforço e campanhas internas e na comunidade.
SUSPENSÕES E EXPULSÕES SAO EFICAZES?
O tom deve ser de parceria e acolhimento, nunca de punição. Suspensões e expulsões podem ser rediscutidas. A idéia é simples: se a indisciplina é um dos caminhos que levam à evasão, não faz sentido punir o aluno impedindo que ele vá à escola. Em vez disso, é possível pensar em medidas que modifiquem a rotina do estudante, mas que o mantenham na instituição - estudar sozinho, com a obrigação de acompanhar o conteúdo, é uma alternativa.
POR QUE REPENSAR O CURRICULO?
Uma revisão curricular, sobretudo nas séries em que a evasão é maior, parece inevitável. O projeto pedagógico precisa garantir que a escola não seja vista como uma obrigação, mas como um espaço de formação para a vida. Isso inclui, de um lado, diálogo com o universo dos jovens (refletindo, por exemplo, sobre o papel das novas tecnologias). De outro, um esforço para mostrar como conteúdos importantes, mas sem tanta aplicação direta (como boa parte dos tópicos da Matemática), são fundamentais para fazer avançar a capacidade intelectual. A mesma preocupação tem de estar presente em iniciativas de Educação em tempo integral ou no contra turno, que para serem efetivas devem estar articuladas com o projeto pedagógico da escola.
COMO GARANTIR QUE OS ALUNOS ESTAO APRENDENDO?
É necessário também arrumar o "lado de fora" dos muros, atacando o risco social. Em termos de políticas públicas, atrelar benefícios sociais como a Bolsa Família à freqüência escolar funcionou. Reduzindo na população atendida de 4,4 para 2,8% o total de crianças e jovens entre 7 e 14 anos fora da escola. Ampliar a ação pode dar bons resultados. Mas é preciso também garantir que esses alunos aprendam. Nesse sentido, uma boa sugestão é adicionar critérios que possam indicar se o estudante de fato avançou, aproveitando o direito a uma Educação de qualidade - e para todos.
Postado por Karmem

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

“A verdadeira face das reuniões entre pais e mestres”.

Na atualidade é muito comum estabelecer que a escola se transforme, saia de
um cenário transmissivo, estendendo-se para o de comunidade de aprendizagem,
no qual professores e alunos estreitem ainda mais seus laços dentro do processo de
aprender e ensinar. Isso exige um modelo distinto de ensino. O objetivo não é que
apenas os professores ensinem e os alunos aprendam, mas que toda a comunidade
educativa – professores, pais e alunos – participem, se envolvam de forma ativa no
processo de aprendizagem, estabelecendo uma nova visão de relação entre a
escola e família.
Esta parceria da família nas atividades escolares visa possibilitar ao alunado
uma inovada construção de conhecimentos e valores, no qual será de grande
contribuição para melhoria das ações gestoras e docentes. Este processo
educacional depende de articulações destes dois âmbitos institucionais e no
compreender de seus indivíduos.
Essa compreensão em sua totalidade coloca o processo ensino-aprendizagem
em outro patamar que é o de buscar sua gênese, origens com posturas mais
abrangentes incorporando não só os aspectos cognitivos, mas afetivos e sociais.
Para isso, é preciso observar quais interesses e atividades predominam na escola e
em cada família, para que, assim, possa criar redes de relações e de
responsabilidade entre os participantes, pois se todos se sentirem acolhidos
passarão a envolver-se das atividades ao lado dos filhos não se apegando apenas a
aquisição de conhecimento conteudista, mas sim, a uma diversidade de atividades
contextualizadas com o cotidiano, nas quais venham estabelecer uma ponte entre
comunidade dos pais e comunidade escolar. Portanto, priorizar a reunião de pais é
de suma importância como um canal institucionalizado de comunicação com a
família.
Convém lembrar que não se deve dar continuidade ao modelo desenvolvido e
muito utilizado nos encontros de pais e mestres, que ao invés de aproximar tais
instituições simplesmente evidencia uma forma excludente, ao tratar de assuntos
relacionados ao desempenho, comportamento e indisciplina de seus filhos.
Aspectos abordados nas reuniões devem conscientizar as famílias a perceber
a importância de garantir a frequência dos filhos às aulas. Entre eles estão as
apresentações dos assuntos que serão abordados a cada semestre, a forma como
as crianças costumam aprender determinados conteúdos e as atividades previstas
para serem realizadas no período. Cada escola pode detectar a realidade da
comunidade e elaborar uma proposta própria e especifica de reunião. Existem, por
exemplo, as que promovem dinâmicas de grupo, brincadeiras ou atividades entre
familiares e alunos, tudo para estimular o envolvimento. O que não pode haver é a
limitação das reuniões a questões como a indisciplina dos estudantes e acima de
tudo, a reunião deve ter caráter pedagógico. Algo precisa ficar claro; é a escola que
presta serviço à comunidade, não o contrário. Por isso, a equipe escolar deve, sim,
prestar contas e envolver os pais nos trabalhos que desenvolvem e todos com
certeza saem ganhando com isso.
Afinal, a relação entre a escola e os pais deve ser de parceria, e as reuniões
têm um grande poder de aproximar família e escola. Os pais recebem orientações,
esclarecem dúvidas e, assim, estabelecem uma relação de confiança e cooperação
com os professores. Traz benefícios aos pais e, consequentemente, ao aluno, pois é
importante o acompanhamento dos pais para o bom desempenho dos filhos no
processo de escolarização que além de fortalecer os vínculos entre escola e família,
essa construção com os pais no desenvolvimento das ações efetiva a participação.
É preciso propiciar uma caminhada lado a lado efetivando uma cumplicidade
entre pais alunos e professores, porque fazer reunião não é só aplicar dinâmicas,
dar lanchinho ou diverti-los, mas envolver os pais e estabelecer uma relação
construtiva com a escola e despertar o interesse, prazer e consciência de que é
necessário ser ativo na vida escolar do seu filho, independente de carência cultural,
de problemas de aprendizagem ou de comportamento.
Que eles cheguem ate a escola por vontade própria, para compartilhar suas
duvidas, manifestar suas dificuldades e ser ouvido de verdade. E essa mudança
deve começar pela reunião de pais e mestres onde ira favorecer um entrosamento
maior entre os pais e dos pais com os professores em um ambiente descontraído e
dinâmico, Com empolgação, cooperação e participação de todos. Dessa forma a
troca de experiência, a parceria pode contribuir para a formação cidadã dos alunos
e solidificar a construção dos conhecimentos. Com certeza o envolvimento dos pais
na reunião será gratificante porque os aproximará não apenas da escola como
também de outros pais e toda comunidade. A reunião de pais sozinha não faz a
qualidade da relação entre família e escola, mas a consciência do seu papel na
complementação da educação dos filhos e na sua formação. A responsabilidade da
escola não é só pelo momento que acolhe o aluno, sua atuação tem reflexos
posteriores na própria vida e na vida da sociedade.
Ressaltando que a proximidade e a confiança entre escola e família quando
transmitidas aos alunos, fazem com que eles se sintam mais seguros, aprendam
mais e se relacionem melhor. Não podemos ter uma educação de qualidade sem a
participação ativa de toda comunidade escolar, a parceria quando esta afinada pode
contribuir para estabelecer um objetivo comum em casa e na escola de formar
pessoas melhores e mais humanizadoras para a sociedade.
O grande desafio é fazer uma escola bem relacionada com as famílias dos
alunos, não apenas trazer os pais para a escola, mas fazer com que eles entendam
a escola de seus filhos, como eles se relacionam com os colegas, o que eles
aprendem e como aprendem. E a reunião de pais pode ser um dos momentos
relevantes para isso. Pois sabemos que as crianças precisam acreditar que são
queridas e este carinho deve ser demonstrado pela atenção individual que recebem
uma atenção que respeita seu nível de inteligência, seus sentimentos e sua
capacidade.
Professora: Maria do Carmo Abreu Silva Amambahy licenciada em Pedagogia, Pós-graduada em Psicopedagogia e Gestão Escolar.
E-mail- karmem_2010@hotmail.com

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PORTARIA Nº 1.396, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2010

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA Nº 1.396, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2010

O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições, tendo em vista o disposto no Decreto n 5.773, de 09/05/2006, com alterações do Decreto n 6.303, de 12/12/2007, na Portaria Normativa n 40, de 12/12/2007 e no Parecer n 192/2010, da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, conforme consta do Processo n 23000.003137/2004-53, Registro SAPIEnS n 20041000921, bem como a conformidade do Regimento da Instituição e de seu respectivo Plano de Desenvolvimento Institucional, com a legislação aplicável, resolve:

Art. 1 Credenciar a Faculdade do Sertão Baiano, mantida pela Faculdade do Sertão Baiano Ltda., a ser instalada na Rua Aloísio de Castro, s/nº, no Município de Monte Santo, Estado da Bahia, pelo prazo máximo de 03 (três) anos.

Art. 2 Nos termos do art. 10, § 7º do Decreto n 5.773/2006, alterado pelo Decreto n 6.303, de 12/12/2007, os atos autorizativos são validos até o ciclo avaliativo seguinte.

Parágrafo único. Caso entre a publicação desta portaria e o calendário para a realização do ciclo avaliativo citado no caput venha a ocorrer interstício superior a três anos, a instituição deverá solicitar seu recredenciamento, observadas as disposições processuais pertinentes, tendo em vista o prazo máximo do primeiro credenciamento estabelecido no art. 13, § 4 , do mesmo Decreto.

Art. 3 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação

FERNANDO HADDAD

(DOU Nº 238 - Seção 1, terça-feira, 14 de dezembro de 2010, pagina 44)


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

“A avaliação precisa ser espelho e lâmpada"

“A avaliação precisa ser espelho e lâmpada, não apenas espelho. Precisa não apenas refletir a realidade, mas iluminá-la, criando enfoques, perspectivas, mostrando relações, atribuindo significados”
M. H.  Abrams
O que é preciso para que todos assumam o pleno compromisso de adotar um real envolvimento pessoal com seu trabalho? Se faltar a responsabilidade assumida em conjunto, com respeito e condições de trabalho, a coletividade perde a sintonia ou nem se concretiza, é preciso criar as condições para que o educar e o estudar seja realizado como deve com compromisso e emoção.

Estudo Dirigido do Módulo - POR QUE AVALIAR A ESCOLA?

A escola pública tem necessidade de se auto-avaliar e de ser avaliada externamente devido ao caráter público de suas ações. Como seu custeio e resultados afetam toda a sociedade, ela deve ser avaliada em termos de sua eficácia social e da eficiência de seu funcionamento.
A avaliação institucional, interna e externa são também maneiras de estimular a melhoria do desempenho e de evitar que a rotina descaracterize os objetivos fundamentais da educação, que é a qualidade dos serviços prestados. A avaliação institucional preocupa-se essencialmente com os resultados das ações educativas da escola, em particular, os relativos a ensinar e aprender. Deve ser um processo contínuo e aberto, no qual os setores da escola - pedagógicos e administrativos – juntamente com a comunidade escolar e local, reflitam sobre seus modos de atuação e os resultados de suas atividades em busca da melhoria da escola.
Além de valer-se da racionalidade dos meios, usando aferições quantitativas e indicadores clássicos, a avaliação institucional abrange dimensões qualitativas, inclusive, aquelas vinculadas ao Projeto Político Pedagógico da Escola. Não é só um debate técnico, mas ético e político sobre os meios e os fins da educação. É um processo construtivo, e não só de constatação. Pressupõe uma postura de análise de causas e efeitos, sendo, portanto, um processo de constante de reflexão sobre a prática pedagógica.
Ao se avaliar não se espera eliminar todas as discordâncias, dúvidas e contradições características do cotidiano escolar. No entanto, a avaliação deve contribuir para revelar e estimular a identidade própria de cada escola, preservando também a pluralidade de opiniões que é constitutiva de qualquer instituição que se proponha democrática.

As 7 Dimensões do INDIQUE

1.      Ambiente educativo
2.      Pratica pedagógica e avaliação
3.      Ensino e aprendizagem da leitura e da escrita
4.      Gestão escolar democrática
5.      Formação e condições de trabalho
6.      Ambiente físico escolar
7.      Acesso e permanecia dos alunos na escola
O que é qualidade na Educação?
Ouvimos muito que o ensino público no Brasil é de má qualidade. Mas uma escola considerada de boa qualidade há cem anos, hoje seria vista assim? Uma boa escola para a população da floresta amazônica também será boa para quem mora num grande centro urbano? Os Indicadores da Qualidade na Educação – Indique constituem um instrumental de avaliação da qualidade da escola baseado no princípio de que só a própria comunidade escolar pode saber o que é qualidade para ela.
Como são elaborados os indicadores de qualidade?
A principal característica do Indique é que ele foi pensado para ser aplicado pela escola e por toda a comunidade de forma autônoma. Por esse motivo, ele tem uma linguagem clara e simples, é auto-explicativo e seus resultados são vistos no mesmo dia em que a avaliação é feita. Toda a comunidade, desde pais e alunos até funcionários e representantes de instituições que trabalham com a escola, tem sua opinião igualmente ouvida e respeitada. A idéia é fazer uma reflexão sobre a situação da educação na escola e propor formas de melhoria.
Um instrumento de gestão
O uso do Indique é uma forma eficiente de conhecer as escolas e suas especificidades e obter informações para definir prioridades de investimentos. Esse instrumental também pode ser um grande auxiliar na orientação de programas de reforço pedagógico.
 PREPARAR
Boa preparação, bons resultados.
 Desde o estudo do instrumental, passando pela preparação do ambiente da escola e do material que será usado na avaliação, cada detalhe da organização é importante para o sucesso do evento. O grupo de coordenação deve estar consciente da importância do seu papel
Esta dimensão busca auxiliar as escolas a diagnosticar e avaliar os modos pelos quais as regras de convivência e de cidadania são geridas pela própria comunidade escolar permitindo a construção de uma cultura de convivência. Serão abordados os seguintes problemas: dificuldade em respeitar regras ou mesmo desconhecê-las; agressividade dos alunos; discriminação; desconhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente.

 NO DIA DA AVALIAÇÃO
O grande dia todos tem o que dizer.
A avaliação, do começo ao fim, pode ser feita em cerca de 4 horas. É bom lembrar que o exercício de reflexão sobre a escola e de proposição de idéias por parte daqueles que não têm muita oportunidade de opinar é um dos objetivos da avaliação. Assim, pode-se estender esse tempo para garantir a participação efetiva da comunidade. No entanto, deve-se tomar cuidado para que avaliação não se torne exaustiva. É preciso fôlego para o Plano de Ação!
Essa dimensão possibilita refletir sobre o compromisso da comunidade escolar com a elaboração e implementação de seu Projeto Político Pedagógico, sobretudo no que se refere ao planejamento do ensino, ao desenvolvimento de uma prática pedagógica inclusiva, às formas de avaliação dos alunos e ao acompanhamento dos processos de ensino e de aprendizagem. Possibilita, ainda, refletir sobre as relações que a escola estabelece com seu entorno.

Dimensão 4.
Introdução
 Como as dicas foram elaboradas.
Conheça o processo que resultou na elaboração das dicas para qualidade na educação nas sete dimensões do Programa Indique. A apresentação inclui um áudio animado.
Esta dimensão possibilita diagnosticar a existência e o uso de espaços de democráticos nas escolas e a socialização das informações e decisões acordadas nesses espaços sobre os problemas, tais como: baixa participação dos alunos e familiares na escola; falhas de comunicação e da circulação das informações, inclusive sobre os resultados das avaliações oficiais e falta de capacitação dos Conselheiros Escolares e o desconhecimento das suas atribuições.
Dimensão 5
Dimensões da qualidade.
Dicas para as sete dimensões
A partir do diálogo de dois professores na escola, animações apresentam propostas para qualidade na educação, focando em: Ambiente Educativo, Prática Pedagógica e Avaliação, Ensino e Aprendizagem da Leitura e Escrita, Gestão Escolar Democrática, Formação e Condições de Trabalho dos Profissionais da Escola, Ambiente Físico Escolar e Acesso e Permanência dos alunos na escola.
Esta dimensão possibilita diagnosticar a situação da escola: a formação inicial e continuada de seus profissionais, a estabilidade do corpo docente, a relação entre o número de professores e o de alunos e assiduidade da equipe escolar.
A dimensão acima busca focar especialmente nos alunos que faltam e os que têm defasagem de aprendizagem. Com isso oferece alguns elementos para que a questão do abandono e da evasão seja considerada de forma responsável pela comunidade escolar e principalmente, que ao conhecer as causas, ela encontre caminhos para sanar a exclusão do espaço escolar.